Candeia e azeite
The Royal Club for Literature and Peace
Candeia e azeite
João Francisco da Cruz
Candeia e azeite
Na trilha que passo, meus passos, cansam.
Desenho um caminho retilíneo, todavia, perco me no obscuro da noite.
Meu lampião apagou, definhou se o azeite, no melhor momento.
Meu esboço é falho, rabisco de tinta pouca.
A mata densa da vida mente, e os atalhos se misturam.
Celebro a cada curva iluminada.
Toda noite é louca, todo Sol se morre, tudo é temporal.
A noite gritou escuridão, no entanto, passou.
A vida é um castiçal aceso, um vento mata.
Quando menos se espera, tropeça se no caminho, a candeia apaga.
No fim do túnel escuro, nada importa.
Finda a vida como vida, finda a morte como morte.
Azeite, candeias, caminhos, vida, morte, tudo passa.
O Sol e a Lua se cansam, e adormecem.
João Francisco da Cruz
Poeta 10/08/2023
documentation: Waffaa Badarneh

ليست هناك تعليقات:
إرسال تعليق