Flores secas
Royal Club for Literature and Peace
Flores secas
João Francisco da Cruz
Flores secas
No vacilo, no esquecimento meu, deixei murchar minhas flores, nesta manhã.
Um pouco de Sol, além, definhou as cores e a beleza das tais.
Num vacilo de tão tolo, leva à derradeira, à morte faceira, ao descaso, ao caos de ribanceira.
Na noite que se passou, no deslize da intensidade, na vã vaidade minha, esqueci das horas e do calor que ardia.
Oh, Sol, que excede a ira, que aquece e empobrece o vigor, que leva à tumba, as cores vivas da vida, ameniza o teu furor.
Abranda um pouco e te escondes, dorme um sono nas nuvens que te abraçam.
E deixa me, acalentar com amor, o tanto de resto, das flores que imploram um verde.
Perdoa me, a fraqueza, o descuido, o deslize, a desnuda alma minha que implora.
À cuidar com esmero, do tórrido canteiro, o tempo inteiro, das flores tão belas que amo, das flores de meu jardim.
No vacilo, no esquecimento ...
João Francisco da Cruz
Poeta
16/09/2023
documentation: Waffaa Badarneh

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