Findar das ilusões
ROYAL CLUB FOR LITERATURE AND PEACE
Findar das ilusões
João Francisco da Cruz
Findar das ilusões
Finda uma tarde, um caminho, um canto, um espinho, vai dormir o Sol.
Toda noite finda um dia, o ciclo que se repete, o pássaro volta pro ninho.
Tempos são temporais, como chuva de aguaceiro, transborda, arrasta quintais, no mar se acaba ligeiro.
Noites de tão estrelas, lua mansa e poetas, uma nuvem tapa tudo, num escuridão de abraço.
Sorrisos são só instantes, alegria que escorrega, um Sol que dorme nos montes.
O vento balança a folha, brisa boa no verão, aos poucos o vento anuncia a mudança de estação.
Tudo finda, tudo passa, a calma do doce riacho, aos poucos que corre pro mar, guloso que engole num cio.
Um impulso de ilusão, uma tapa de cegueira, enquanto sorrio, me engano, findo na ribanceira.
Sou folha no vento, poeira, brisa curta, temporais, daqui a pouco, sou nada, roupa seca nos varais.
Finda a tarde...
João Francisco da Cruz
Poeta 18/09/2023
documentation: Waffaa Badarneh

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